Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10174/41921

Title: Ter uma Visão Global : Identificação, mapeamento e estudo das principais anomalias nas pinturas murais de Almada como guias para a sua conservação futura | Getting the Bigger Picture: Diagnosing, Mapping and analysing the Anomalies in Almada’s Mural Painting forfuture Conservation
Authors: Valadas, Sara
Cardoso, Inês
Dias, Luís
Costa, Mafalda
Cardoso, Ana
Frade, José Carlos
Gil, Milene
Issue Date: 2025
Publisher: Universidade de Évora - Laboratório HERCULES
Citation: S. Valadas, I. Cardoso, L. Dias, M. Costa, A. Cardoso, J. C. Frade & M. Gil (2025). Ter uma Visão Global : Identificação, mapeamento e estudo das principais anomalias nas pinturas murais de Almada como guias para a sua conservação futura | Getting the Bigger Picture: Diagnosing, Mapping and analysing the Anomalies in Almada’s Mural Painting forfuture Conservation, Seminário final do Projeto ALMADA – Livro de Resumos | Abstract Book, Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, Lisboa, Portugal, 14 de Março 2025, 45-50 pp. Universidade de Évora – Laboratório HERCULES. ISBN: 978-972-778-450-9.
Abstract: Da inspeção inicial em campo resultaram uma série de fichas relatório e um glossário visual das anomalias detetadas. Entre os problemas identificados, destacam se as perdas de adesão, com diferentes graus de severidade, e as perdas de coesão frequentemente associadas. Constatou se que algumas camadas cromáticas são mais afetadas, sobretudo os pigmentos verdes, amarelos, castanhos e pretos. Estas observações corroboram os registos das décadas anteriores e acrescentam novas evidências sobre os processos de envelhecimento e degradação dos adesivos e materiais de retoque aplicados em intervenções passadas. Face aos resultados obtidos, foram formuladas três hipóteses para a origem dos fenómenos de deterioração: 1) os materiais e técnicas de pintura empregues pelo artista, 2) a infiltração de água e os ciclos de cristalização e dissolução de sais, e 3) os materiais utilizados nas intervenções de conservação e restauro. Nesta apresentação, dar se á especial enfoque aos pontos 2 e 3, dada a sua influência no estado das pinturas em 2020, 2021 e 2022, e aos resultados que culminaram numa intervenção de emergência num dos murais da Gare Marítima de Alcântara. Adicionalmente, abordar se á a presença e o impacto da biocolonização nas superfícies pintadas, um fator cada vez mais relevante nos processos de deterioração. As análises de Sequenciação de Nova Geração (NGS) identificaram o microbioma predominante nestas obras de arte. Foram detetados vários géneros chave, incluindo Cellulomonas , Methylobacterium , Rubrobacter , Penicillium , Cladosporium , Aspergillus e Stachybotrys , todos reconhecidos pelo seu potencial biodeteriogénico Micrografias obtidas por microscopia eletrónica de varrimento (SEM) forneceram evidências visuais da ação de fungos filamentosos, responsáveis por danos mecânicos nas pinturas. O estudo revelou ainda que materiais orgânicos ricos em carbono, quer provenientes da aplicação original do artista, quer de tratamentos de conservação anteriores, desempenharam um papel crucial na promoção do crescimento microbiano. Esta conclusão é corroborada por imagens de SEM, que evidenciam colonização microbiana em áreas ricas em material orgânico, e por dados de sequenciação metagenómica , que identificaram microrganismos decompositores de matéria orgânica, mesmo em baixas abundâncias. Devido à sua diversidade metabólica, os microrganismos conseguem degradar facilmente moléculas orgânicas, extraindo delas a energia e os compostos estruturais necessários ao seu crescimento. Nas pinturas analisadas, a principal fonte de carbono identificada nas superfícies pictóricas foi o Gelvatol ®, um álcool polivinílico (PVA) aplicado por nebulização durante os tratamentos de conservação e restauro da década de 1970, com o intuito de estabilizar camadas de tinta em destacamento ou pulverulentas. No entanto, não se pode excluir a possível utilização de aglutinantes ou revestimentos orgânicos pelo próprio Almada Negreiros. Embora a documentação oficial classifique as pinturas da gare marítima da Rocha do Conde de Óbidos como frescos, os estudos recentes sugerem que o artista pode ter recorrido a técnicas que vão além da execução tradicional a fresco. Análises por Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), realizadas em 2023, revelaram a presença de óleo, proteína e oxalatos, tanto em camadas pictóricas deterioradas como bem preservadas, juntamente com vestígios de PVA. Face a estes resultados, recomenda se fortemente a implementação de estratégias de mitigação cuidadosamente selecionadas.
URI: https://almadanegreiros.uevora.pt/pubs/Livro%20de%20Resumos_Semin%C3%A1rio%20Final_%20projeto%20ALMADA.pdf
http://hdl.handle.net/10174/41921
Type: article
Appears in Collections:HERCULES - Artigos em Livros de Actas/Proceedings

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