Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10174/27150

Title: Máquinas Noturnas: O Instituto Industrial de Lisboa como Utopia Romântica (1849-1888)
Authors: Saraiva, Tiago
Matos, Ana Cardoso de
Editors: Saraiva, Tiago
Macedo, Marta
Keywords: Instituto Industrial
Engenheiros
Lisboa
Indústria
Exposição Industrial
Francisco da Fonseca Benevides
José Vitorino Damásio
Issue Date: 2019
Publisher: Imprensa de Ciências Sociais
Citation: Tiago Saraiva e Ana Cardoso de Matos, “Máquinas Noturnas: O Instituto Industrial de Lisboa como Utopia Romântica (1849-1888)” in Tiago Saraiva e Marta Macedo (ed.), Capital Científica Práticas da Ciência em Lisboa e a História Contemporânea de Portugal, Lisboa, Imprensa de Ciência Sociais, 2019, pp. 137-177, (ISBN: 978-972-671-540-5)
Abstract: Neste capítulo procurou-se, olhando para o contexto específico de Lisboa, explorar um tema mais geral da relação entre tecnologia e cultura urbana. O Instituto Industrial de Lisboa foi fundado por engenheiros investidos no evangelho de Saint-Simon e confiantes no poder emancipatório da educação tecnológica para a formação de uma nova fraternidade humana. A iluminação a gás, que os proprietários das fábricas viram como uma oportunidade para impor um horário de trabalho alargado e que provocou as primeiras greves industriais registadas no país, permitiu igualmente que centenas de trabalhadores frequentassem as aulas do Instituto e aí imaginassem novos futuros. Os industriais que estudaram nas oficinas iluminadas artificialmente foram mais tarde celebrados como heróis da cultura romântica – poetas, filósofos, engenheiros e cientistas – da nova era. Entre esses, nomes como Francisco da Fonseca Benevides, Augusto Herrmann ou Emílio Dias, foram responsáveis diretos pela presença das novas tecnologias de iluminação em toda a cidade, nos cafés, teatros ou avenidas iluminadas à la Haussmann. Estes, em vez de produzirem uma noite desencantada, possibilitaram novas experiências noturnas expressas na poesia de Cesário Verde ou nas óperas de Meyerbeer encenadas vezes sem conta no Teatro de São Carlos. Benevides, crítico de ópera e professor de física do Instituto Industrial, explicou a conversão de imponderáveis – calor, luz, eletricidade – invocando a harmonia da natureza encontrada nos poemas dos românticos portugueses. Imaginar utopias sociais, adorar heróis civilizacionais, experimentar novas emoções e sentimentos foram características específicas da cultura romântica expressas por meio de tecnologias de iluminação. Não é suficiente falar aqui de tecnologia no contexto da cultura romântica ou dos efeitos da tecnologia na cultura romântica. Parece-nos mais adequada a expressão «tecnologia como cultura romântica» para dar conta da realidade histórica em questão.
URI: http://hdl.handle.net/10174/27150
ISBN: 978-972-671-540-5
Type: bookPart
Appears in Collections:CIDEHUS - Publicações - Capítulos de Livros

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