Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10174/11071

Title: Caracterização Morfotectónica e Morfossedimentar da Bacia do Baixo Tejo (Pliocénico e Quaternário)
Authors: Martins, António Antunes
Advisors: Ferreira, António Brum
Pereira, Ana Ramos
Keywords: Caracterização morfotectónica
Caracterização morfossedimentar
Bacia do baixo tejo
Unidades litostratigráficas
Issue Date: 1999
Publisher: Universidade de Évora
Abstract: "Sem resumo feito pelo autor"; RESUMO - A análise das deformações tectónicas da Bacia Cenozóica do Baixo Tejo constituiu, desde o início, um dos objectivos deste trabalho, de índole essencialmente geomorfológica. Esta preocupação inicial acabaria por influenciar "a linha de orientação" da tese. Pretendia-se, com este estudo, colmatar uma lacuna sobre morfotectónica, numa das unidades estruturais do relevo de Portugal, até à data pouco atractiva para os geomorfólogos. Recordo que, na altura, os trabalhos realizados na Bacia Cenozóica do Baixo Tejo eram de outra índole: sedimentologia, paleontologia e estava em curso um trabalho de fundo sobre a litoestratigraf"ia da Bacia Terciária do Baixo Tejo. Mas, em quase todos os estudos anteriores, a evolução mais recente da bacia não era tratada, contando-se de meados da década de quarenta um trabalho de fundo sobre essa evolução, a que se seguiram sínteses posteriores. A análise morfotectónica da Bacia Cenozóica do Baixo Tejo abrange, portanto, o período de esvaziamento sedimentar quaternário, dedicando-se ao estudo das formas de relevo, deformações tectónicas e depósitos geradas desde o final do enchimento fini-terciário da bacia até ao enchimento holocénico. Esta análise procura seguir uma ordem cronológica: da superfície culminante para os embutimentos mais recentes (glacis e terraços quaternários), beneficiando de contributos importantes anteriores, que definiram as principais unidades litostratigráficas da bacia. Conjugando critérios geomorfológicos e estratigráficos, que ajudaram a identificar as principais deformações tectónicas no interior da bacia, procura-se mostrar, simultaneamente, as implicações que as mesmas deformações tiveram na evolução do relevo da bacia. Uma síntese bibliográfica sobre a estruturação da Bacia Terciária do Baixo Tejo, etapas do seu enchimento e principais unidades litostratigráficas de cada uma das etapas é apresentada no capitulo I.0 trabalho subdivide-se nas seguintes temáticas: 1) relevos do Maciço Antigo contíguo da bacia e níveis culminantes da mesma (capítulos II e III); 2) leques aluviais do bordo norte da bacia do Tejo (capítulo IV); 3) níveis embutidos, nomeadamente, superfícies erosivas, glacis e terraços quaternários (capítulos V e VII); 4) depósitos associados aos níveis embutidos (primeiros terraços do Tejo) ou de terraços inferiores (capítulo VI e VII); 5) alvéolos do Tejo (Tramagal, Rossio e Alvega), ou depressões morfotectónicas no interior do vale do Tejo (capítulo VIII). As deformações tectónicas foram sucessivamente abordadas nos vários capítulos, sobretudo nos de índole geomorfológica, mas as amplitudes e estilos das deformações e suas implicações sobre a rede de drenagem, acabariam por constituir a parte essencial do capítulo IX. O trabalho começa por abordar as principais unidades do relevo do Maciço Antigo, contíguo da bacia. Essas unidades são formadas por inselberge quartzíticos, por uma superfície fundamental poligénica, abaixo dos inselberge e por cristas apalachianas, postas em saliência pelo primeiro embutimento da drenagem (nível de Mora-Lamarosa, s.l.). Escolheu-se a superfície fundamental como unidade geomorfológica de referência dos deslocamentos tectónicos. A cartografia e perfis geomorfológicos mostram uma compartimentação tectónica do Maciço Antigo muito diversificada, com a superfície fundamental e depósitos de leques aluviais deslocados, nas áreas do bordo da bacia. Alguns destes leques devem ser correlativos dos retoques erosivos finais da superfície fundamental. Analisam-se, a seguir, a natureza da superfície culminante da bacia, as relações desta superfície com as unidades litostratigráficasfini-neogénicas da bacia e com a superfície fundamental do Maciço Antigo. Verificou-se que a superfície culminante da bacia constitui um nível muito próximo da superfície de enchimento final dos "Conglomerados de Serra de Almeirim" e que a mesma podia ser utilizada, juntamente com a descontinuidade da base dos "Conglomerados de Serra de Almeirim", para identificar deformações tectónicas, no interior da bacia. ABSTRACT The tectonic deformation analysis of the cenozoic basin of lower Tagus has been, since the beginning, one of the goals of this work, and it focus upon its geomorphological nature. This initial concern came to influence "the orientation guideline" of this thesis. The study intended to fill in a gap on geomorphotectonics, in one of the structural units of the Portuguese relief, which has been of little interest to geomorphologists to this day. I remember that, at the time, the works carried out in the cenozoic basin of lower Tagus were of another nature: sedimenthology, paleonthology and an ongoing major work on lithostratigraphy of the tertiary basin of lower Tagus. But, in almost every previous studies, the most recent evolution of the basin wasn't mentioned, and a major work on that same evolution dates back to the 40's, followed by several syntheses. The morphotectonic analysis of the cenozoic basin of lower Tagus comprehends therefore, the Quaternary glyptogenesis period. On the other hand it deals with relief forms, tectonic deformations and deposits formed from the end of the fini-tertiary filling of the basin to the holocenic filling. This analysis tries to follow a chronological order: from the culminant surface up to the more recent levels (glacis and quaternary terraces), profiting from previous important contributes, that defined the main lithostratigraphic units of the basin. By combining geomorphologic and stratigraphic criteria that helped to identify the main tectonic deformations inside the basin, we intend to show, simultaneously, the implications that those same deformations have had on the evolution of the basin relief. A bibliographic synthesis on the structuration of the Tertiary Basin of Lower Tagus, the stages of its filling and the main lithostratigraphic units of each stage are presented in chapter I. The work is divided into the following subj ects: l) relief of the "Ancient Massive" next to the basin and culminant levels of the same (chapters II and III); 2) alluvial fans of the northern edge of the Tagus basin (chapter IV); recent levels, namely erosive surfaces, glacis and quaternary terraces (chapters V and VII); 4) deposits associated with the recent levels (upper terraces of the Tagus) or from lower terraces (chapters VI and VII); 5) Tagus "alveolus"(Tramagal, Rossio and Alvega), or morphotectonic depressions on the inside of the Tagus valley (chapter VIII). The tectonic deformations were constantly approached through out the chapters, mainly those of geomorphological nature, but the vastness and style of the deformations and their implications on the drainage system, came to be an essential part of chapter IX. The work starts with an approach to the main units of the "Ancient Massive" relief, contiguous to the basin. These units are made up of quartzitic inselberges, by a main poligenic surface beneath the inselberges and b the apalachian ridge, which were jutted out by the first entrenchment of the drainage network and formation of the subsequent level (Mora-Lamorosa levei, s.l.). It has been chosen the fundamental surface as a reference geomorphological unit of the tectonic displacements. Cartography and geomorphological profiles show a very diversified tectonic fragmentation of the "Ancient Massive", with the displacement of the main surface and alluvial fans deposits, in the areas of the basin borders. Some of these fans must correspond to the final erosive finishing touches of the main surface. Next, come the analysis of the culminant surface of the basin nature and the connections of this surface with the lithostratigraphic finineogenic units of the basin and with the fundamental surface of the "Ancient Massive". It has been found that the culminant surface of the basin constitutes a very close level to the surface final filling of the "Conglomerates of Serra de Almeirim" and the same can be used, together with the discontinuity in the base of the "Conglomerares of Serra de Almeirim", to identify tectonic deformations inside the basin. We have recognized deformations with a large radius of curvature, tilted compartments that accentuate the slope of the culminant surface, uplifted compartments due to the raising of the "Ancient Massive", underlying the deposits and tectonic steps, that break off the morphological continuity of the culminant surface. We estimate tectonic displacements of this surface from of 25 to 75 m, from the Pliocene, which are equivalent to annual displacement rates of about 0,008 to 0,025 mm/annum, taking finto account an average age of 3 million years for the culminant surface of the basin. These displacements affect, also, the first level, entrenched in culminant surface (the Mora-Lamarosa level, s.l.). A detailed analysis of the Mora-Lamarosa level (NML) is made in chapter V. Several designations have been given to this level, depending on the basin areas, but all correspond to the first entrenchment of the drainage on the culminant surface of the basin and on the "Ancient Massive" next to this one. In the "Ancient Massive", the NML is represented by wide open valleys, lower the fundamental surface, being responsible for the individualization of the appalachian ridges. Inside the basin, this level cuts off partially, the "Conglomerates of Serra de Almeirim", or more ancient lithostratigraphic units, depending on the tectonic compartimentation of the basin and of the movements which affect the respective compartments. The level of Mora-Lamarosa seems to have been generated by a drainage with deficient organization, in the late Pliocene and the same level is found at very unlike altitudes, unlevelled by accidents that also displace the culminant surface. The displacements that separate the two surfaces are, most of the time, of similar grandeur, showing continuity of tectonic movements, subsequent to the formation of the Mora-Lamarosa level. This level seems to have correspondence with levels of other tertiary basins, with which we propose a chronological correlation. During the final stage of the development of the Mora-Lamarosa level, the first terraces of accumulation of the Tagus are supposed to have been formed, which are related to more organized drainage axes similar to the present fluvial systems. These terraces are formed by coarse siliciclatic elements, removed from the "Conglomerates of Serra de Almeirim".
URI: http://hdl.handle.net/10174/11071
Type: doctoralThesis
Appears in Collections:BIB - Formação Avançada - Teses de Doutoramento

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