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http://hdl.handle.net/10174/40483
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| Title: | Conjuntura |
| Authors: | Viparelli, Irene Carlino, Fabrizio |
| Editors: | Karczmarczyk, Pedro Bilharinho Naves, Márcio |
| Keywords: | Althusser Louis marxismo Conjuntura |
| Issue Date: | 2025 |
| Publisher: | LavraPalavra |
| Citation: | Viparelli, Irene; Carlino, Fabrizio (2025). Conjuntura, in Pedro Karczmarczyk e Márcio Bilharinho Naves (orgs), Vocabulário de Althusser, São Paulo, LavraPalavra, pp. 89-107. |
| Abstract: | O contributo visa analisar o conceito althusseriano de conjuntura, mostrando a articulação entre três eixos temáticos:
1. Em Por Marx e em Ler O capital o termo “conjuntura” permite realçar a especificidade da dialética materialista face à idealista: na medida em que descreve a forma de existência concreta do “todo complexo estruturado com dominante”, o conceito de conjuntura designa as dinâmicas singulares de sobredeterminação das contradições e assim, alicerçando as transformações históricas nas variações conjunturais num processo sem sujeito nem fim, dissolve qualquer teleologia.
2. Nos escritos sobre Maquiavel, paralelamente, o conceito de conjuntura aponta para o espaço específico da prática política revolucionária, entendida como agir estratégico que, por se enraizar no conhecimento dos nexos estruturais da conjuntura singular, consegue alterar as relações de força entre as classes. Igualmente, o problema vital de Maquiavel – como dar a forma de nação à “matéria informe” da península italiana – permite pensar a transição como processo de combinação e estruturação dos elementos conjunturais, contribuindo, assim, à elaboração duma teoria da transição desprovida de resíduos idealistas e teleológicos.
3. Finalmente, com a expressão “conjuntura teórico-política”, Althusser destaca a especifica modalidade de intervenção da filosofia na conjuntura: traçando “linhas de demarcação” entre o científico e o ideológico, a filosofia leva a cabo, ao mesmo tempo, uma intervenção política no campo científico e uma intervenção científica no terreno político. Deste modo, institui-se um verdadeiro campo de batalha: à tentativa idealista da submissão da realidade a um princípio de transcendência – seja ele um arché ou um telos, o “materialismo subterrâneo do encontro” opõe a aleatoriedade das “variações estruturais” em conjuntura, isto é, uma teoria da vinculação essencial entre contingência e necessidade que garante a abertura essencial do ser à possibilidade da sua transformação.
Em conclusão, a definição do conceito de conjuntura aqui proposta, construída no eixo entre as três problemáticas referida, desvenda um pensamento que – ao procurar as condições científicas, políticas e ideológicas do comunismo – se vê forçado, tal como a própria teoria de Marx, “a pensar dentro de um horizonte esfacelado entre o aleatório do Encontro e a necessidade da Revolução”. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/40483 |
| Type: | bookPart |
| Appears in Collections: | CICP - Publicações - Capítulos de Livros
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