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    <title>DSpace Collection:</title>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10174/40594">
    <title>Heidegger e os vindouros. Sobre o ensinar e o aprender</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/40594</link>
    <description>Title: Heidegger e os vindouros. Sobre o ensinar e o aprender
Authors: Borges-Duarte, Irene
Abstract: Para Heidegger o ofício de ensinar só se manifesta, na sua verdade, como o gesto de «ensinar a aprender». Esse gesto, nas Lições de 1928, é o do líder ou guia, que introduz os menos experientes no modo de fazer fenomenológico. No Seminário de 1941/42 e nas Lições de 1951/52, usa o símil do maestro/director (Leiter) de uma orquestra – tocando em concerto, como a mais pura forma musical de pensamento – e o do artesão (Handwerker), que molda o novo na oficina, forjando a auto-manifestação de cada estudante. Mas como aparece essa manifestação nos textos esotéricos, que, à maneira do Platão não escrito, não foram pensados propriamente para ser tornados públicos, mas guardados na gaveta até que os “poucos e raros” pudessem estar (mais) preparados para acolher o que virá, nos tempos do deus derradeiro? O presente intento aceita, como um desafio, buscar essa abertura aos tempos vindouros, nas páginas sigilosamente guardadas pelo pensador, nos Cadernos Negros, em que se configura a sua conversa consigo mesmo.    For Heidegger, the craft of teaching manifests itself, in its truth, only as the gesture of “teaching to learn”. This gesture, in the 1928 Lectures, is that of the leader or guide, who introduces the less experienced to the phenomenological way of doing. In the 1941/42 Seminar and the 1951/52 Lectures, he uses the simile of the conductor (Leiter) of an orchestra – playing in concert, as the purest musical form of thought – and that of the craftsman (Handwerker), who shapes the new in the workshop, forging the self-manifestation of each student. But how does this manifestation appear in esoteric texts, which, like Plato's unwritten works, were not intended to be made public, but kept in a drawer until the “few and rare” could be (more) prepared to welcome what is to come, in the times of the ultimate god? The present essay accepts, as a challenge, to seek this opening to the times to come, in the pages secretly kept by the thinker, in the Black Notebooks, in which his conversation with himself is configured.</description>
    <dc:date>2025-12-01T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10174/40593">
    <title>Antrópico e transumano? O Paradoxo do Antropoceno.</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/40593</link>
    <description>Title: Antrópico e transumano? O Paradoxo do Antropoceno.
Authors: BORGES-DUARTE, Irene
Abstract: Partindo do lema da Tyrell Corporation, “more human than human”, como expressão de um projecto de mundo inerente à civilização tecnológica, a que pertencemos inequivocamente, procurarei mostrar que nas designações várias – científicas e culturais – do que corresponde à Idade do Homem, proposta pelos geólogos, reside um insuperado paradoxo. Não é, na verdade, o homo humanus que a configura, mas o mero correlato antrópico do universo observável. Esta referência, que procede da astrofísica, consiste numa “inteligência”, concebida como eminentemente neutra, alheia ao mundo da vida e carente de empatia, e, por isso, destinada a não ser nunca propriamente humana, mas sim à maneira do que hoje chamamos AI.   Starting from the Tyrell Corporation's motto, "more human than human", as an expression of a world project inherent to technological civilisation, to which we unequivocally belong, my aim is to show that in the various designations - scientific and cultural - of what corresponds to the Age of Man, proposed by geologists, lies an unsurpassed paradox. It's not actually the homo humanus that shapes it, but the mere anthropic correlate of the observable universe. This reference, which comes from astrophysics, consists of an "intelligence", conceived as eminently neutral, alien to the world of life and lacking empathy, and, therefore, destined never to be properly human, but in the manner of what is now called AI.</description>
    <dc:date>2025-08-31T23:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10174/40579">
    <title>O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/40579</link>
    <description>Title: O gesto espontâneo e o terapeuta: a linguagem da autenticidade
Authors: BORGES_DUARTE, Irene
Abstract: Uma das inovações que Winnicott introduz na metodologia clínica é a sua especial&#xD;
valorização e aproveitamento do “gesto espontâneo” infantil no contexto terapêutico. A consideração&#xD;
do gesto, tradicionalmente despreciado na perspectiva da racionalidade e, por isso, tão tardiamente&#xD;
tido em conta pelo pensamento, marca, decerto, uma viragem na definição do ser humano. O esforço&#xD;
de Winnicott, por um lado, e da fenomenologia, por outro, contribuiu de forma fundamental para uma&#xD;
melhor compreensão do longo trajeto vital na sua realização existencial. O presente trabalho procura&#xD;
caracterizar esse esforço e defender que a autenticidade do gesto na espontaneidade do rabisco infantil&#xD;
é necessariamente correlativa da mesma espontaneidade do terapeuta, enquanto abertura acolhedora&#xD;
e não interpretativa, e que ambas na sua correlação configuram o que poderia ser o “ser-aí” humano&#xD;
no sentido mais propriamente heideggeriano.</description>
    <dc:date>2025-07-31T23:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://hdl.handle.net/10174/38362">
    <title>Poder esquecer. O esquecimento como acontecimento e como possibilidade ontológica em Heidegger</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/38362</link>
    <description>Title: Poder esquecer. O esquecimento como acontecimento e como possibilidade ontológica em Heidegger
Authors: BORGES_DUARTE, Irene
Abstract: O esquecimento é uma experiência incómoda da quotidianeidade. Marca de temporalidade e de finitude, tem carácter ontológico e alcance ôntico. Manifesta o caminho da verdade do ser à maneira humana e do ser no mundo de tudo quanto há. Heidegger define esse caminho ontológico incontornável como sendo o da metafísica ocidental, hoje culminante na época da técnica. Mas, numa abordagem meta-ontológica, o fenómeno ontológico de poder esquecer constitui uma possibilidade para o existir de cada um, enquanto projecto. O não-esquecimento compulsivo-obsessivo inibe o a-vir, reduzindo-o a interpretações sedimentadas, pre-determinadas por situações hermenêuticas do sido, congeladas num não-passado. A presente abordagem pretende considerar esta duplicidade do possível e do não-possível, radicada no olvido e na abertura afectiva, ao encontro e ao seu novum, assim habilitado. Para tal, parte de um quadro de Klee e de uma narrativa de Borges, para orientar a leitura de textos de Heidegger, desde 1927 a 1945.</description>
    <dc:date>2024-03-01T00:00:00Z</dc:date>
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