<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
  <channel>
    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/427</link>
    <description />
    <pubDate>Fri, 03 Apr 2026 21:51:12 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-04-03T21:51:12Z</dc:date>
    <item>
      <title>Pluricentrismo linguístico do português: repensar a língua portuguesa e o português de Portugal</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/39871</link>
      <description>Title: Pluricentrismo linguístico do português: repensar a língua portuguesa e o português de Portugal
Authors: Fonseca, Maria; Fernandes, Gonçalo; Módulo, Marcelo
Abstract: Em todas as instituições sociais – e a língua é uma delas –, as normas que, por convenção e consenso, regulam a vida em sociedade, só aparentemente resistem à força da mudança e ao dinamismo do seu uso. A eficácia de qualquer normativo, seja linguístico, jurídico ou técnico, depende de duas dimensões que são, por um lado, a sua vigência num contexto histórico-social e, por outro, a sua permeabilidade à variação no tempo e no espaço, de acordo com mudanças científico-técnicas, necessidades e conceções sociais.&#xD;
&#xD;
No campo das relações entre a língua e a sociedade/cultura/cognição, por imperativos que sejam os normativos de comportamento linguístico, já que estabelecem um dever ser que nada tem de condicional, o seu funcionamento é sempre uma construção histórica, assente num percurso evolutivo. No caso da língua portuguesa, amplamente reconhecida como pluricêntrica, este percurso evolutivo justifica a distinção proposta no tema do presente Painel (língua portuguesa e português de Portugal). Repensar o quadro linguístico específico de Portugal obriga a descentrar a reflexão desse contexto geográfico e nacional específico que é o país com o propósito de, ultrapassando a noção de língua como mero instrumento técnico de comunicação, visar o espaço cultural, social, histórico e político da língua portuguesa; repensar o quadro linguístico específico de Portugal requer, por outro lado, políticas de língua redimensionadas nas vertentes da sua internacionalização europeia, global, no espaço da CPLP e no espaço nacional, como afirmava Ivo Castro há uns anos. Difundida num espaço global e intercontinental ao longo de vários séculos, as suas fronteiras geolinguísticas e políticas tiveram consequências importantes para a formação dos seus sistemas de normas, que continuam a ser discutidos em termos de estabilização de variantes nacionais do português. Desta forma, o debate que o presente Painel propõe sobre o português de Portugal, alargado ao ensino, à reflexão metalinguística, ao conhecimento historiográfico, à formulação de políticas, é um repensar o diassistema da língua portuguesa.</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jul 2025 23:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/39871</guid>
      <dc:date>2025-07-01T23:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Colóquio Internacional "O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/39868</link>
      <description>Title: Colóquio Internacional "O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas
Authors: Fonseca, Maria
Abstract: As línguas e as questões linguísticas com elas relacionadas constituem eminentemente uma matéria de debate e de escolha política.&#xD;
&#xD;
No Império Português, o interesse pelas línguas africanas nunca foi consensual ou pacífico. A partir de 1875, a Sociedade de Geografia foi palco de amargos debates entre defensores e detratores das línguas africanas. Às línguas de tradição oral, consideradas por muitos, pejorativamente, como meros “dialetos”, incapazes de resistir ao poder da língua escrita e estandardizada do colonizador, não lhes era reconhecido interesse de estudo. Os homens do terreno, os administradores preocupados com o controlo da população, questionavam a probidade dos tradutores/intérpretes que contratavam na sua relação com os chefes locais, manifestando, em diferentes ocasiões, o seu desconforto perante um português que consideravam cafrealizado e de que não entendiam uma palavra. Até ao final do século XIX, o conhecimento das línguas locais, a elaboração de dicionários e gramáticas e de obras sobre os usos e costumes dos povos indígenas foram sobretudo, embora não exclusivamente, da responsabilidade de um clero que assim conseguia uma melhor difusão da sua mensagem de cristianização. Ao longo do século XX, diferentes instituições administradas diretamente pelo Ministério das Colónias, ulteriormente Ministério do Ultramar, criaram programas de estudo e de ensino das línguas africanas para os funcionários coloniais. A administração das colónias assentava no domínio do território, na exploração dos seus recursos e da mão de obra, mas também promovia a assimilação de uma pequena franja da população à cultura e à língua portuguesas.&#xD;
&#xD;
Com o fim do império colonial português, ao nascimento dos Estados africanos independentes associou-se o desejo de criar a sua própria nação, para a qual a escolha de uma língua nacional era crucial, embora não consensual. Por toda a parte, a adoção imediata do português como língua oficial (língua de administração e de ensino) e a sua relação com as línguas nacionais e com os crioulos africanos de base portuguesa foram objeto de debates que se prolongaram até à revisão dos seus estatutos, posteriormente consignados nas Constituições dos respetivos países.&#xD;
&#xD;
Cada um destes países africanos, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, teve uma história específica quanto à relação das suas línguas com o português (língua de dominação colonial). A partir da independência, iniciou-se uma outra etapa, feita de continuidades e ruturas. Neste contexto, as opções linguísticas encobrem, de facto, relações subjacentes de dominação e conflito entre classes, ente elites políticas e culturais detentoras do poder de acumulação e distribuição dos recursos, nomeadamente os educativos.&#xD;
&#xD;
Para os Estados recentemente independentes, a questão linguística inscrevia-se, inicialmente, na questão mais vasta da criação de uma nação e de uma cultura nacional, lugar onde se exerce o poder com as suas novas instituições. O final dos anos 80 e o início dos anos 90 obrigaram a uma avaliação mais complexa da questão linguística. A entrada num mundo globalizado e o abrandamento das guerras civis tiveram consequências na gestão e na administração dos territórios nacionais, nas novas mobilidades regionais, nas migrações rurais e urbanas e na implementação desigual dos planos de desenvolvimento. Neste novo quadro, é a irrupção dos falantes das línguas regionais e dos crioulos nos espaços da educação e escolarização e, também, nos contextos oficiais e nos media, que questiona as políticas linguísticas e as suas ações concretas, bem como o estatuto atribuído a essas línguas, nomeadamente nas Constituições.&#xD;
&#xD;
As mudanças e as questões relevantes para cada um dos países africanos também têm repercussões em Portugal, recetáculo de migrantes e alguns opositores políticos, em vagas que se sucedem, ainda que por motivos diferentes, e que interpelam, nomeadamente através de políticas de alfabetização e escolarização, as relações entre o português e as línguas africanas e os crioulos de base portuguesa. Como é que o reconhecimento de direitos sociais, culturais e linguísticos das comunidades mais antigas dos afrodescendentes, por exemplo, ou mais recentemente estabelecidas na cidadania portuguesa, pode evitar a armadilha de um certo comunitarismo?</description>
      <pubDate>Tue, 01 Jul 2025 23:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/39868</guid>
      <dc:date>2025-07-01T23:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Colóquio Internacional “O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas”</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/38896</link>
      <description>Title: Colóquio Internacional “O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas”
Authors: Pereira, Joana Pereira; khouri, Nicole; Fonseca, Maria do Céu
Abstract: As línguas e as questões linguísticas com elas relacionadas constituem eminentemente uma matéria de debate e de escolha política.&#xD;
No Império Português, o interesse pelas línguas africanas nunca foi consensual ou pacífico. A partir de 1875, a Sociedade de Geografia foi palco de amargos debates entre defensores e detratores das línguas africanas. Às línguas de tradição oral, consideradas por muitos, pejorativamente, como meros “dialetos”, incapazes de resistir ao poder da língua escrita e estandardizada do colonizador, não lhes era reconhecido interesse de estudo. Os homens do terreno, os administradores preocupados com o controlo da população, questionavam a probidade dos tradutores/intérpretes que contratavam na sua relação com os chefes locais, manifestando, em diferentes ocasiões, o seu desconforto perante um português que consideravam cafrealizado e de que não entendiam uma palavra. Até ao final do século XIX, o conhecimento das línguas locais, a elaboração de dicionários e gramáticas e de obras sobre os usos e costumes dos povos indígenas foram sobretudo, embora não exclusivamente, da responsabilidade de um clero que assim conseguia uma melhor difusão da sua mensagem de cristianização. Ao longo do século XX, diferentes instituições administradas diretamente pelo Ministério das Colónias, ulteriormente Ministério do Ultramar, criaram programas de estudo e de ensino das línguas africanas para os funcionários coloniais. A administração das colónias assentava no domínio do território, na exploração dos seus recursos e da mão de obra, mas também promovia a assimilação de uma pequena franja da população à cultura e à língua portuguesas.</description>
      <pubDate>Sun, 01 Jan 2023 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/38896</guid>
      <dc:date>2023-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
    <item>
      <title>Colóquio Internacional “O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas”, “Pluricentrismo linguístico do português: repensar a língua portuguesa e o português de Portugal”</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/37732</link>
      <description>Title: Colóquio Internacional “O Português e as Línguas Nacionais nos Países Africanos e em Portugal (1975-2025). Meio Século do 25 de Abril em Portugal e da Independência das ex-Colónias Africanas”, “Pluricentrismo linguístico do português: repensar a língua portuguesa e o português de Portugal”
Authors: Fonseca, Maria do Céu; Módolo, Marcelo; Gonçalo, Fernandes
Abstract: Em todas as instituições sociais – e a língua é uma delas –, as normas que, por convenção e consenso, regulam a vida em sociedade, só aparentemente resistem à força da mudança e ao dinamismo do seu uso. A eficácia de qualquer normativo, seja linguístico, jurídico ou técnico, depende de duas dimensões que são, por um lado, a sua vigência num contexto histórico-social e, por outro, a sua permeabilidade à variação no tempo e no espaço, de acordo com mudanças científico-técnicas, necessidades e conceções sociais.&#xD;
No campo das relações entre a língua e a sociedade/cultura/cognição, por imperativos que sejam os normativos de comportamento linguístico, já que estabelecem um dever ser que nada tem de condicional, o seu funcionamento é sempre uma construção histórica, assente num percurso evolutivo. No caso da língua portuguesa, amplamente reconhecida como pluricêntrica, este percurso evolutivo justifica a distinção proposta no tema do presente Painel (língua portuguesa e português de Portugal). Repensar o quadro linguístico específico de Portugal obriga a descentrar a reflexão desse contexto geográfico e nacional específico que é o país com o propósito de, ultrapassando a noção de língua como mero instrumento técnico de comunicação, visar o espaço cultural, social, histórico e político da língua portuguesa; repensar o quadro linguístico específico de Portugal requer, por outro lado, políticas de língua redimensionadas nas vertentes da sua internacionalização europeia, global, no espaço da CPLP e no espaço nacional, como afirmava Ivo Castro há uns anos. Difundida num espaço global e intercontinental ao longo de vários séculos, as suas fronteiras geolinguísticas e políticas tiveram consequências importantes para a formação dos seus sistemas de normas, que continuam a ser discutidos em termos de estabilização de variantes nacionais do português. Desta forma, o debate que o presente Painel propõe sobre o português de Portugal, alargado ao ensino, à reflexão metalinguística, ao conhecimento historiográfico, à formulação de políticas, é um repensar o diassistema da língua portuguesa.</description>
      <pubDate>Mon, 01 Jan 2024 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/37732</guid>
      <dc:date>2024-01-01T00:00:00Z</dc:date>
    </item>
  </channel>
</rss>

