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    <title>DSpace Collection:</title>
    <link>http://hdl.handle.net/10174/18334</link>
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    <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 22:53:29 GMT</pubDate>
    <dc:date>2026-07-16T22:53:29Z</dc:date>
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      <title>As desventuras de um preconceito - cap.1- Arqueologia do tema "Vagar"</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/42338</link>
      <description>Title: As desventuras de um preconceito - cap.1- Arqueologia do tema "Vagar"
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Este trabalho examina o projecto Évora_27 — candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027 — como caso de estudo de um paradoxo estrutural recorrente nas políticas culturais de territórios periféricos europeus: o recurso a um estereótipo negativo como matéria-prima da valorização cultural acaba por confirmar e reproduzir o preconceito que pretende superar. O conceito central da candidatura — o "vagar alentejano", proposto como «outra arte de existência para a Humanidade» — serve de fio condutor a uma análise que se desenvolve em três planos articulados: o discursivo, o histórico e o epistemológico. O estudo incide sobre o discurso que precede e acompanha o projecto Évora_27. Não é senão indirectamente que a realidade social do Alentejo está a ser observada — embora seja com ela que seremos pontualmente levados a confrontá-lo. O plano discursivo examina o funcionamento retórico do corpus oficial — bidbook, website, comunicados, open calls, declarações dos seus responsáveis — e procura identificar dois níveis de enunciação. O plano discursivo trabalha sobre o preconceito, omnipresente nas proposições iniciais, sobre a sua identificação, a sua designação como obstáculo e a sua proposta de «reinterpretação»</description>
      <pubDate>Wed, 08 Apr 2026 23:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/42338</guid>
      <dc:date>2026-04-08T23:00:00Z</dc:date>
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      <title>As desventuras de um preconceito - cap. 3: As 3 fontes do preconceito</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/42337</link>
      <description>Title: As desventuras de um preconceito - cap. 3: As 3 fontes do preconceito
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Génese, elaboração e difusão do preconceito anti-alentejano: três fontes, três lógicas sociais&#xD;
		José Rodrigues dos Santos&#xD;
1. Se o preconceito tem uma história&#xD;
"Estereótipo, preconceito, estigma"&#xD;
Enquanto factos sociais publicamente observáveis, os comportamentos a que se referem esses termos aparecem na vida corrente como algo tão "natural", tão consensual, que se confunde com a própria cultura em que circulam. O uso das formas culturais normalizadas não pressupõe nem é acompanhado pela atitude reflexiva que interrogue a sua origem, o seu modo de constituição no tempo e no espaço sociais. O que é presente e comummente observado e utilizado tende a ser considerado como tendo existido desde sempre e com vocação a durar para sempre. O erro da consciência comum, quotidiana, consiste precisamente em encarar as coisas sociais sub specie aeternitatis, quando por natureza intrínseca elas são contingentes e devem ser encaradas na sua circunstância temporal, ou seja, submetidas à duração e à mudança no tempo. Acresce o facto de esse senso comum não operar as distinções necessárias entre as três noções: estereótipo, preconceito, estigma.&#xD;
As questões aqui tratadas são as seguintes: (i) Desde quando existe o preconceito contra os "alentejanos", tanto quanto possam testemunhar os arquivos? (ii) Quais as situações, os grupos e os mecanismos sociais associados à criação e à difusão do preconceito? (iii) Quais as fases temporais que marcam a sua formação e difusão? (iv) Como dar conta da existência e da persistência do preconceito contra "os alentejanos", comparadas com a relativa moderação ou ausência de preconceitos relativos a outras regiões (Minho, Douro, etc.)?</description>
      <pubDate>Mon, 18 May 2026 23:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/42337</guid>
      <dc:date>2026-05-18T23:00:00Z</dc:date>
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      <title>As desventuras de um preconceito - cap.2- Alentejo: uma história diferente</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/42326</link>
      <description>Title: As desventuras de um preconceito - cap.2- Alentejo: uma história diferente
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Eis-nos à entrada do segundo caminho: a confrontação entre o preconceito e a realidade empírica. Com efeito pretender que uma realidade existe ("os alentejanos são lentos e ociosos") levanta um problema que ficou inteiramente ignorado pelo Évora_27 e adiado por nós, a saber, o da prova da verdade do enunciado, ou a sua refutação. É com efeito extraordinariamente surpreendente que nunca surja qualquer dúvida quanto à realidade eventualmente subjacente ao preconceito/cliché/estigma, ou à sua ausência. O que nos diz a história dos alentejanos quanto à sua capacidade de agir, de contestar colectivamente e as condições que lhes são impostas, com a velocidade que as circunstâncias exigem, em vez de esperar indefinidamente, com paciência "filosófica", que elas se esvaiam por si mesmas?&#xD;
E quanto à sua capacidade para perseverar no dia a dia e de ano para ano, a visar subsistir mantendo, enquanto indivíduos ou famílias, a sua dignidade fundamental e identidade colectiva — o que se chama aqui (e bem) a sua "honra"? Como proceder? Confrontemos cada um dos atributos que formam o estigma com os dados histórico-sociológicos disponíveis. Um caveat: o material que apresentamos é uma pequena fracção do acervo histórico existente; pretendemos que, apesar da limitação, essa parte é representativa de uma historiografia do tempo longo sobre a relação entre as classes trabalhadoras alentejanas, as classes de proprietários das terras e as autoridades políticas locais e nacionais.</description>
      <pubDate>Sun, 26 Apr 2026 23:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/42326</guid>
      <dc:date>2026-04-26T23:00:00Z</dc:date>
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      <title>Paris, África : Cruzeiro Seixas e o fim da Colónia</title>
      <link>http://hdl.handle.net/10174/42244</link>
      <description>Title: Paris, África : Cruzeiro Seixas e o fim da Colónia
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Este texto estuda os contextos individuais e sociais  em Portugal, Angola e Paris, nos quais viveu A. Cruzeiro Seixas. Pintor, amigo dos surrealistas, incapaz de encontrar lugar que o acolha de verdade em Lisboa , ou seja no Portugal dos anos 50 onde se sente "sufocar", e parte para longe.  Um primeiro périplo o conduz de Portugal a Angola, Moçambique, Índia, etc., etc., e o traz, no que devia ser o regresso a Portugal, aos cais de Angola. Mas Cruzeiro não chega a África. Entre ela, desejada, fantasia de menino e jovem que mamou as imagens do Estado Novo e o andarilho, interpõe-se A Colónia. É o simulacro, é a realidade reticular, hiper-real, de uma cidade e seus pseudópodos que flutuam no tempo e pairam a distância infinitesimal, mas decisiva, da Terra: África. A Colónia é um décor, um cenário para um filme trágico cujo argumento ninguém quer ler, porque o genérico de Fim, óbvio, fatídico, comporta a evaporação repentina da Grande Ilusão. Cruzeiro permanecerá em Angola até 1963, momento em que começam a tentar recrutá-lo para as "milícias de brancos", numa guerra que é racial antes de se tornar guerra de independência. &#xD;
Em 1961 a guerra torna-se luta pela abolição da Colónia o que quer dizer: expulsão dos brancos, destruição do décor, evaporação do simulacro de Florida californiana. Esta destruição será, à escala histórica quase instantânea e absoluta (um ou dois anos e "nada deve ficar") o que a torna, para os viviam na e pela Colónia, definitivamente incompreensível. Sublinho, porque a incompreensão dura até hoje nos que  a viveram, como só o pode ser o Fim de um (do) Mundo. Cruzeiro, desafecto a esse mundo colonial que foi dele sem o ser, parte em 1963. Tinha partido de Portugal pintor. Regressa poeta. Se a África nunca se esvai do seu corpo e da sua alma, é porque a paixão o transformou. Examino os contextos: tentativas usrrealistas no Portugal sob chapa de chumbo, desejo de evasão, fascínio por Paris. Cruzeiro escolhe, ou é escolhido pela África, que "foi o [seu] Paris". Impregnado pelo que viveu em Angola, saturado de africanidade, Cruzeiro volta a Portugal nos anons da louca mobilização guerreora. E viaja, por seu turno, para Paris. Examino com algum detalhe o contexto parisiense ao qual chega Cruzeiro. Numa visão de conjunto, comparo o &#xD;
 Grande Périplo de Cruzeiro que se desenha em simetria o destino de Rimbaud, Rimbaud abandona de rompão Paris, Londres, os seus amores e sobretudo, definitivamente, a poesia. A África será para Rimbaud a maneira de se evadir da poesia, de se perder para sempre. O abandono da poesia é sem regresso possível, as erranças de Rimbaud e os seus retornos falhados, sem apelo.&#xD;
Em Cruzeiro, simetricamente, a África fez do pintor um poeta. É no longe e no terrivelmente diferente que o homem metropolitano a sufocar em Lisboa encontra o pleno impulso criador. Escreve como nunca antes, pinta, tem Áfricas em todos os poros da pele, nasceu. Regressa ao ponto de partida por fim consciente da sua via e da sua vida.</description>
      <pubDate>Wed, 01 Jan 2025 00:00:00 GMT</pubDate>
      <guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10174/42244</guid>
      <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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