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  <id>http://hdl.handle.net/10174/198</id>
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    <title>Duas unidades carbonatas distintas no Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena)? Discussão do significado biostratigráfico dos calcários de Bencatel, Ferrarias e Barrancos</title>
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      <name>Silvério, Gonçalo</name>
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      <name>Moreira, Noel</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10174/42420</id>
    <updated>2026-07-28T11:04:38Z</updated>
    <published>2026-05-31T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: Duas unidades carbonatas distintas no Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena)? Discussão do significado biostratigráfico dos calcários de Bencatel, Ferrarias e Barrancos
Authors: Silvério, Gonçalo; Moreira, Noel; Pereira, Sofia
Abstract: No Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena; ZOM) afloram unidades carbonatadas de idade e correlação incertas. A sucessão do Anticlinal de Estremoz (AE) apresenta claras semelhanças com a transição Neoproterozoico-Câmbrico inferior da ZOM. Aqui desenvolve-se no topo da sucessão o Complexo Vulcano-Sedimentar-Carbonatado de Estremoz (CVSCE), constituído predominantemente por mármores calcíticos puros, que têm sido correlacionados com as unidades recifais do Câmbrico inferior do lado espanhol da ZOM com base em dados isotópicos (Moreira et al., 2019), embora a sua idade seja alvo de debate (Piçarra e Sarmiento, 2006). No bordo sul do AE, em Bencatel, aflora uma outra unidade carbonatada, distinguível cartográfica e litologicamente do CVSCE. Os mármores são impuros, ricos em argila e matéria orgânica, tendo baixa recristalização metamórfica e apresentandose silicificados e dolomitizados. Na parte média da sucessão ocorre um nível centimétrico com tentaculites diminutas (&lt;5mm). As câmaras embrionárias apresentam-se mal preservadas, mas a morfologia ortocónica da concha, com estrias anelares, e as suas dimensões sugerem formas planctónicas de Chonioconarida, apontando para uma idade no intervalo Ordovícico Superior-Devónico. Para SE, desenvolve-se a estrutura de Ferrarias, onde também aflora uma sucessão carbonatada impura, rica em matéria orgânica com metamorfismo insipiente. Os calcários apresentam silicificação e dolomitização crescente em direção ao núcleo da estrutura, onde aflora um filão de quartzo com sulfuretos. Também estes são fossilíferos, com elementos colunais de crinoides isolados e conodontes dos géneros Ozarkodina? e Oulodus? (Piçarra e Sarmiento, 2006), indicando uma idade silúrica. Calcários semelhantes surgem ainda em Barrancos, com elementos colunais de crinoides isolados. Apesar da escassez de dados paleontológicos, a coerência cronológica e as semelhanças texturais entre as sucessões carbonatadas de Bencatel, Ferrarias e Barrancos, sugerem que correspondem a uma sucessão de calcários de idade silúrica, possivelmente equivalente aos “Calcários com Scyphocrinites” e distintos dos mármores do CVSCE, de idade potencialmente&#xD;
câmbrica.</summary>
    <dc:date>2026-05-31T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>Esboço Geológico do Maciço de Gebarela (Zona de Ossa-Morena)</title>
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      <name>Roseiro, José</name>
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      <name>Moreira, Noel</name>
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      <name>de Oliveira, Daniel</name>
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      <name>Nogueira, Pedro</name>
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    <updated>2026-07-28T11:04:27Z</updated>
    <published>2026-05-31T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: Esboço Geológico do Maciço de Gebarela (Zona de Ossa-Morena)
Authors: Roseiro, José; Moreira, Noel; de Oliveira, Daniel; Nogueira, Pedro
Abstract: Dentro do conjunto das rochas alcalino-silicatadas da Zona de Ossa-Morena, o maciço de Gebarela consiste num pequeno plutão tabular e zonado concentricamente, com duas unidades aflorantes principais: (i) uma unidade interna composta essencialmente por albititos, e (ii) um anel externo com sienitos mesocratas. Este maciço instalou-se na Formação Carbonatada (Série 2 do Câmbrico) durante o evento de rifte intracontinental do bordo do Gondwana, a qual exibe evidências de metamorfismo de contacto com condições térmicas que atingiram pelo menos a fácies da hornblenda (por vezes formando rochas calco-silicatadas compostas quase exclusivamente por granada). Os albititos da unidade interna são hololeucocratas de grão médio, textura fanerítica equigranular cumulada compostos essencialmente por albite (1-3 mm), e por moscovite, magnetite e zircão acessórios. Por vezes, a albite mostra porções irregulares de exsolução de feldspato. Os sienitos mesocratas de bordo são mineralogicamente mais diversos, no lado NE ricos em albite e com abundante titanite, apatite e epídoto (pistachite) e no lado SW caracterizados pela presença da apatite, epídoto e granada (por vezes anisótropa, inferindo a componente grossulária dominante). O primeiro esboço geológico do maciço de Gebarela foi apresentado por Pinto Coelho e Gonçalves (1972) que descrevem, para além do zonamento interno, um conjunto de fácies sienitóides em profundidade atravessadas por uma sondagem, referindo a presença de anfíbola sódica, hornblenda, clorite e calcite. Enquanto o núcleo (albitito) provavelmente representa um produto direto da cristalização, a presença de minerais ricos em cálcio encontrados na periferia do maciço sugere a interação entre líquidos magmáticos alcalinos e as rochas encaixantes da Formação Carbonatada, em que assimilação ou metassomatismo nas margens deu origem ao conjunto de minerais calco-silicatados e apatite. Os efeitos da Orogenia Varisca notam-se na geometria do maciço, alongado segundo a tendência NNW-SSE, típico da 2ª fase de deformação regional observada nos padrões de interferência regionais (Moreira et al., 2014). A albite mostra evidências de recristalização tectono-metamórfica de baixo grau (abaixo dos 400ºC), designadamente microfraturação intensa, extinção ondulante, maclas em cunha e por vezes kinking. Para além disto, o maciço é intruído por um dique granítico orientado NE-SW (do sistema da Messejana) e afetado pelo padrão de fraturação tardi-Varisco segundo duas direções principais que refletem três falhas com abatimento vertical (direção WNW-ESSE, NE-SW e NNE-SSW) que controlam o padrão de afloramento.</summary>
    <dc:date>2026-05-31T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>Between bending and passive flow folding: preliminary data from the Aguiar Marble Enclave (Évora Massif, Ossa-Morena Zone, Portugal)</title>
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      <name>Moreira, Noel</name>
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      <name>Araújo, Alexandre</name>
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      <name>Roseiro, José</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10174/42418</id>
    <updated>2026-07-28T11:04:16Z</updated>
    <published>2026-05-31T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: Between bending and passive flow folding: preliminary data from the Aguiar Marble Enclave (Évora Massif, Ossa-Morena Zone, Portugal)
Authors: Moreira, Noel; Araújo, Alexandre; Roseiro, José
Abstract: Deciphering deformation processes related to the development of migmatites is one of the most complex challenges of petrogenetic processes, which should always include significant structural control. Crustal melting and related high-grade metamorphic rocks, like migmatites, can be generated at temperatures as low as about 630°C (Barker, 1998) coetaneous with melting flow and ductile deformation, often creating chaotic ptygmatic folds. However, at these temperatures, carbonate rocks typically do not undergo partial melting due to their chemical composition and thermal behavior, which depend on metamorphic reactions involving non- carbonated phases. Therefore, the partially molten crust mostly uptake siliciclastic/metapelitic successions to give rise to migmatite sequences, in contrast to the refractory carbonate rocks. Instead of melting, at temperatures up to 850°C the carbonate rocks tend to recrystallize, undergo decarbonation and often generate calc-silicate rocks. For carbonate melting occurs, either extremely high temperature conditions, or specific fluids are required to promote melting reactions. In the Évora Massif (Carvalhosa, 1983), Ediacaran (Escoural Fm. [Série Negra]) and Cambrian (Monfurado Fm.) successions underwent HT-LP metamorphism during the prograde stages (650–750ºC, 2–4 kbar; Pereira et al., 2007), and the siliciclastic lithotypes initiated the process of partial melting. However, marbles from the Monfurado Fm. did not, currently constituting cartographic scale enclaves within Lower Carboniferous Variscan migmatite domes, like the Aguiar marble enclave. The high temperature shearing processes exhibit completely distinct rheological behavior between the migmatites and the marble enclaves: while the migmatites show ptygmatic folds conditioned by migmatite flow and simple shear along sinistral shear zones, the Aguiar marble enclave deforms passively, either through bending of the previously deformed metamorphic banding or by passive flow, particularly near the enclave boundaries, where the flow resulting from the rheological contrast becomes noticeable. Indeed, the Aguiar marble enclave shows non-cylindrical folds at cartographic scale, with large interlimb angles, like a rigid body (marble enclave) sinking into a lower viscous material (migmatites).</summary>
    <dc:date>2026-05-31T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>Mármore de Trigaches (Zona de Ossa-Morena, Beja, Portugal): mais do que um recurso pétreo local, uma Pedra Património</title>
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      <name>Moreira, Noel</name>
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    <updated>2026-07-28T11:14:05Z</updated>
    <published>2026-05-31T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: Mármore de Trigaches (Zona de Ossa-Morena, Beja, Portugal): mais do que um recurso pétreo local, uma Pedra Património
Authors: Moreira, Noel
Abstract: A região Alentejo é internacionalmente reconhecida pela excelência dos seus mármores, aflorantes nos domínios correspondentes à Zona de Ossa-Morena. Têm destaque desde logo os Mármores do Estremoz, explorados no Triângulo do Mármore (Borba, Estremoz e Vila Viçosa), e considerados como Pedra Património pela IUGS-UNESCO. &#xD;
Contudo, são vários os núcleos de exploração histórica e contemporânea dos mármores alentejanos para fins ornamentais: Serpa, Ficalho, Escoural, Viana do Alentejo e Trigaches-São Brissos, estes últimos no concelho de Beja. Os Mármores de Trigaches são calcíticos (geralmente superior a 95%), de grão grosseiro a muito grosseiro, e tonalidades cinzentas, com três variedades ornamentais descritas: cinzento claro, cinzento-escuro e cinzento com laivos escuros.&#xD;
Estes mármores foram amplamente utilizados desde Época Romana, apresentando ainda hoje atividade industrial ativa. Em Época Romana destaca-se a sua ampla utilização na edificação de Pax Iulia (Beja), bem como a sua difusão regional em peças epigráficas, destacando-se uma tipologia própria de cupae (Tupman, 2005), uma das quais mencionando um marmorarius (Encarnação, 1984), o que revela a importância na produção desta matéria-prima na região nesta época de referência. Mas a sua aplicação em Época Romana vai muito para além da sua região de origem, com a sua utilização arquitetónica e epigráfica a ser reportada em sítios arqueológicos e históricos de destaque à escala mundial: Mérida (vestígios arqueológicos de Emerita Augusta são considerados Património Mundial da UNESCO desde 1993), Sevilla (quer em Italica [candidata a Património da UNESCO] quer em Hispalis) ou Évora (Centro histórico é considerado Património Mundial UNESCO desde 1986). &#xD;
Mas a aplicação destes mármores não se restringe à Época Romana; aliás, toda a arquitetura de Beja é fortemente marcada pela sua aplicação estrutural e ornamental desde o período medieval até aos dias de hoje, tendo ainda destaque em sítios históricos muçulmanos como é o caso de Mértola (parcialmente reutilizados de Época Romana?) ou na Baixa Pombalina (Lisboa), ambas candidatas a Património da UNESCO, o que revela bem a sua importância histórica e patrimonial.</summary>
    <dc:date>2026-05-31T23:00:00Z</dc:date>
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