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Title: Heidegger e os vindouros. Sobre o ensinar e o aprender
Authors: Borges-Duarte, Irene
Keywords: Heidegger
Ensinar
Aprender
Vindouros
Esotérico
Pensar
Issue Date: Dec-2025
Publisher: Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia
Citation: Borges-Duarte, I. 2025. Heidegger e os vindouros. Sobre o ensinar e o aprender.” Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia. (Rio de Janeiro), v. 14, n. 1, p. 17–34
Abstract: Para Heidegger o ofício de ensinar só se manifesta, na sua verdade, como o gesto de «ensinar a aprender». Esse gesto, nas Lições de 1928, é o do líder ou guia, que introduz os menos experientes no modo de fazer fenomenológico. No Seminário de 1941/42 e nas Lições de 1951/52, usa o símil do maestro/director (Leiter) de uma orquestra – tocando em concerto, como a mais pura forma musical de pensamento – e o do artesão (Handwerker), que molda o novo na oficina, forjando a auto-manifestação de cada estudante. Mas como aparece essa manifestação nos textos esotéricos, que, à maneira do Platão não escrito, não foram pensados propriamente para ser tornados públicos, mas guardados na gaveta até que os “poucos e raros” pudessem estar (mais) preparados para acolher o que virá, nos tempos do deus derradeiro? O presente intento aceita, como um desafio, buscar essa abertura aos tempos vindouros, nas páginas sigilosamente guardadas pelo pensador, nos Cadernos Negros, em que se configura a sua conversa consigo mesmo. For Heidegger, the craft of teaching manifests itself, in its truth, only as the gesture of “teaching to learn”. This gesture, in the 1928 Lectures, is that of the leader or guide, who introduces the less experienced to the phenomenological way of doing. In the 1941/42 Seminar and the 1951/52 Lectures, he uses the simile of the conductor (Leiter) of an orchestra – playing in concert, as the purest musical form of thought – and that of the craftsman (Handwerker), who shapes the new in the workshop, forging the self-manifestation of each student. But how does this manifestation appear in esoteric texts, which, like Plato's unwritten works, were not intended to be made public, but kept in a drawer until the “few and rare” could be (more) prepared to welcome what is to come, in the times of the ultimate god? The present essay accepts, as a challenge, to seek this opening to the times to come, in the pages secretly kept by the thinker, in the Black Notebooks, in which his conversation with himself is configured.
URI: https://doi.org/10.12957/ek.2025.95300
http://hdl.handle.net/10174/40594
Type: article
Appears in Collections:PRAXIS - Publicações - Artigos em Revistas Internacionais Com Arbitragem Científica

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